
Em poucas palavras: No Dia da Mãe, as flores murcham e o chocolate acaba — o livro fica na estante e volta todas as noites. Para bebés, Um dois três e Antes de dormir, que se leem ao colo; a partir dos 3 anos, Mamã, o livro-homenagem, e A casa que despertou, sobre o que transforma uma casa num lar. Uma prenda que se lê em conjunto vale mais do que uma que se vê sozinha.
O Dia da Mãe celebra-se em Portugal no primeiro domingo de maio, e todos os anos a pergunta é a mesma: o que oferecer a quem já dá tudo? A resposta habitual dura pouco. As flores duram uma semana, o chocolate dura uma tarde, o perfume fica na prateleira da casa de banho.
Um livro faz outra coisa. Fica na estante, ao alcance da mão, e volta em cada noite que a criança pede “outra vez esta”. Deixa de ser um objeto oferecido e passa a ser um hábito partilhado — que é, no fundo, aquilo que uma mãe mais quer receber: tempo.
Porque é que um livro é a melhor prenda para o Dia da Mãe
Porque não se oferece só o livro: oferece-se o momento de o ler. Uma prenda que se abre sozinha acaba no instante em que é aberta. Uma história é preciso alguém que a leia e alguém que a ouça, e é essa companhia — o colo, a voz, a página virada devagar — que fica na memória da criança muito depois de a data ter passado.
Há ainda o que o livro diz sem que ninguém tenha de o dizer. Falar de amor a uma criança é difícil com palavras nossas; num álbum ilustrado, as palavras já lá estão, escolhidas com cuidado, e a criança percebe-as porque as vê. Um livro sobre mães dá à criança um vocabulário para aquilo que sente e ainda não sabe nomear.
E porque uma prenda escolhida à medida da idade acerta sempre. Um bebé de um ano quer páginas grossas e figuras grandes; uma criança de seis quer uma história com princípio, meio e fim. A seleção que se segue está organizada exatamente assim.
A nossa seleção para o Dia da Mãe

o livro-homenagem: todas as coisas que uma mãe é, ditas à altura dos olhos de uma criança.
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para o ritual que é das mães desde sempre: a última história do dia.
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para as mães de bebés: primeiras palavras e primeiros jogos de colo.
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sobre o que torna uma casa um lar, e ninguém faz isso como uma mãe.
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Mamã — a homenagem (3–8 anos)
Este é o presente clássico da Baduga nesta data. O livro percorre tudo aquilo que uma mãe é ao longo de um dia comum — o despertador e o abraço, a paciência e o colo — visto de baixo, da altura a que uma criança olha para ela. Não idealiza: reconhece. É o género de livro que se oferece embrulhado e se acaba a ler os dois na mesma poltrona, na mesma tarde.
Para conversar depois: “E a nossa mãe, o que é que faz que mais ninguém faz assim?”
Antes de dormir — o ritual do aconchego (0–3 anos)
Uma raposa e um leirão brincam na floresta até chegar a hora de hibernar. É a história da despedida de cada noite e da promessa que acalma qualquer medo: estarei aqui quando acordares. Como a hora de deitar é, na maior parte das casas, o território das mães, este é o livro que transforma a prenda em rotina — dura o ano inteiro, uma noite de cada vez.
Para conversar depois: “Vamos guardar o dia. Com o que queres sonhar hoje?”
Um dois três — para as mães de bebés (0–3 anos)
Números, primeiras palavras e jogos de colo, com ilustração limpa e páginas feitas para mãos pequenas. É a escolha certa quando a criança ainda não ouve uma história do princípio ao fim — aqui não é preciso: aponta-se, conta-se, repete-se. Para uma mãe estreante, é também o primeiro livro que ela vai ver o filho reconhecer sozinho — e isso não se esquece.
Para conversar depois: “Quantos são? Conta comigo.”
A casa que despertou — sobre fazer um lar (4–8 anos)
Uma casa adormecida volta à vida quando alguém chega e cuida dela. É uma história sobre o que distingue quatro paredes de um lar — a luz acesa, a mesa posta, a atenção aos pormenores — e por isso lê-se, neste dia, como aquilo que é: uma homenagem discreta a quem segura a casa de pé.
Para conversar depois: “O que é que faz a nossa casa ser a nossa casa?”
Uma ideia simples que muda a prenda
Antes de embrulhar, peça-se à criança para desenhar a mãe na página de guarda — a primeira folha, em branco, logo a seguir à capa. Basta um lápis e cinco minutos. Se ainda não escreve, escreva-se por ela a data e o nome, em letra pequena, no canto.
Anos depois, quando o livro for tirado da estante para ser lido a outra criança da casa, é esse rabisco que ninguém vai conseguir substituir. Um livro assinado deixa de ser um exemplar igual a tantos e passa a ser o exemplar daquela família.
Perguntas frequentes
Quando se celebra o Dia da Mãe em Portugal?
No primeiro domingo de maio. É diferente do Brasil e dos Estados Unidos, que celebram no segundo domingo do mesmo mês — vale a pena confirmar a data se a encomenda for para fora do país.
Qual é o melhor livro para oferecer a uma mãe de primeira viagem?
Um dois três, se o bebé tiver menos de três anos, porque é feito para ser manuseado e não apenas ouvido. Se a prenda for para a mãe e não para o bebé, Mamã é a escolha mais direta: fala dela, não do filho.
E se a criança ainda não souber ler?
Melhor ainda. Antes de saber ler, a criança lê a voz de quem lhe lê — e é essa a memória que fica. Um álbum ilustrado funciona desde os primeiros meses: aponta-se, nomeia-se, repete-se. Ler em voz alta a quem ainda não lê é o hábito que constrói leitores.
Vale a pena escrever uma dedicatória?
Sempre. Uma linha e a data chegam. É o que distingue um livro comprado de um livro oferecido, e é o que faz com que ele nunca seja emprestado sem voltar.
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ler. sentir. crescer. sonhar.
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