Livros sobre partilhar e esperar a vez

Uma raposa deitada num cepo olha para um texugo no meio das flores
Ilustração de Paolo Proietti, do álbum Um dois três.

“Partilha!” é talvez a ordem mais repetida em casas com mais do que uma criança — e, quase sempre, a menos obedecida. Não por teimosia: partilhar custa mesmo, e a criança sabe-o muito antes de ter palavras para o dizer. Os livros chegam onde a ordem não chega, porque não escondem esse custo. Mostram-no — e é dessa honestidade que nasce a confiança com que a criança os ouve.

Acreditamos que pedir a uma criança pequena que reparta aquilo que ainda sente como sendo parte de si, sem lhe reconhecer a dificuldade, é pedir-lhe uma generosidade que ela ainda não tem como compreender. O livro tem a paciência que a nós, no meio do jantar e do banho, quase sempre falta.

Porque é que partilhar custa tanto

Antes dos 3 anos, a criança mal distingue o que é dela daquilo que é ela própria: o brinquedo que sai da mão não é um objeto que se empresta, é um pedaço que se perde. Por isso a promessa de que “logo tens outra vez” não a consola — o futuro é ainda uma palavra sem chão.

Entre os 3 e os 5 tudo se move: já percebe a troca, já sabe esperar um bocadinho, mas precisa de ver o benefício com os próprios olhos. É exatamente aí que uma história faz diferença, porque lhe empresta os olhos de outra personagem para atravessar aquilo que ela própria está a sentir.

Os nossos livros sobre partilhar

Capa do livro Um dois três

Um dois três

O álbum por excelência sobre isto: numa amizade a dois, como é que cabe um terceiro? Não finge que é fácil, e é dessa honestidade que nasce a sua força.

Comprar o livro14.50

Capa do livro Família 14

Família 14

Dez irmãos e uma casa onde nada é de um só. Aqui a partilha não é lição: é o próprio dia a dia.

Comprar o livro14.50

Capa do livro Lea e o Elefante

Lea e o Elefante

Uma casa cheia de coisas bonitas que não fazem ninguém feliz, até chegar um elefante. Sobre o que vale mais do que ter.

Comprar o livro15.50

Capa do livro Ervilhinho – A grande viagem

Ervilhinho – A grande viagem

Quando sozinho não é possível, resolve-se em conjunto. Uma viagem minúscula sobre a arte de pedir ajuda.

Comprar o livro13.50

Perguntas frequentes

A partir de que idade se deve exigir que partilhe?

Antes dos 3 anos, mais vale propor do que exigir — e aceitar que a resposta seja não. Depois dos 3 já se pode pedir, desde que haja uma alternativa concreta à mão: a troca resulta quase sempre melhor do que o “dá isso agora”.

Devo obrigar a emprestar os brinquedos dele?

Não todos. Deixar-lhe dois ou três brinquedos que são só seus, e que ninguém lhe pede, costuma ser precisamente o que a torna capaz de repartir tudo o resto.

O meu filho parte tudo quando não lhe dão a vez. É birra?

É frustração sem saída — o corpo a dizer aquilo que a boca ainda não consegue. Veja também os nossos livros sobre birras e a raiva.

Leia também

ler. sentir. crescer. sonhar.

Somos a Baduga

Publicamos os livros que queremos ler aos nossos próprios filhos. Sem estereótipos e sem medo dos assuntos difíceis.

Ver todos os livrosEscola, biblioteca ou livraria? Fale connosco.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Home
Minha Conta
0
Carrinho
Livros
Utilizamos cookies para melhorar a experiência de navegação, analisar a utilização do site e personalizar conteúdos. Ao continuar, concorda com a nossa utilização de cookies.