
“Partilha!” é talvez a ordem mais repetida em casas com mais do que uma criança — e, quase sempre, a menos obedecida. Não por teimosia: partilhar custa mesmo, e a criança sabe-o muito antes de ter palavras para o dizer. Os livros chegam onde a ordem não chega, porque não escondem esse custo. Mostram-no — e é dessa honestidade que nasce a confiança com que a criança os ouve.
Acreditamos que pedir a uma criança pequena que reparta aquilo que ainda sente como sendo parte de si, sem lhe reconhecer a dificuldade, é pedir-lhe uma generosidade que ela ainda não tem como compreender. O livro tem a paciência que a nós, no meio do jantar e do banho, quase sempre falta.
Porque é que partilhar custa tanto
Antes dos 3 anos, a criança mal distingue o que é dela daquilo que é ela própria: o brinquedo que sai da mão não é um objeto que se empresta, é um pedaço que se perde. Por isso a promessa de que “logo tens outra vez” não a consola — o futuro é ainda uma palavra sem chão.
Entre os 3 e os 5 tudo se move: já percebe a troca, já sabe esperar um bocadinho, mas precisa de ver o benefício com os próprios olhos. É exatamente aí que uma história faz diferença, porque lhe empresta os olhos de outra personagem para atravessar aquilo que ela própria está a sentir.
Os nossos livros sobre partilhar

O álbum por excelência sobre isto: numa amizade a dois, como é que cabe um terceiro? Não finge que é fácil, e é dessa honestidade que nasce a sua força.
Comprar o livro€14.50

Dez irmãos e uma casa onde nada é de um só. Aqui a partilha não é lição: é o próprio dia a dia.
Comprar o livro€14.50

Uma casa cheia de coisas bonitas que não fazem ninguém feliz, até chegar um elefante. Sobre o que vale mais do que ter.
Comprar o livro€15.50

Quando sozinho não é possível, resolve-se em conjunto. Uma viagem minúscula sobre a arte de pedir ajuda.
Comprar o livro€13.50
Perguntas frequentes
A partir de que idade se deve exigir que partilhe?
Antes dos 3 anos, mais vale propor do que exigir — e aceitar que a resposta seja não. Depois dos 3 já se pode pedir, desde que haja uma alternativa concreta à mão: a troca resulta quase sempre melhor do que o “dá isso agora”.
Devo obrigar a emprestar os brinquedos dele?
Não todos. Deixar-lhe dois ou três brinquedos que são só seus, e que ninguém lhe pede, costuma ser precisamente o que a torna capaz de repartir tudo o resto.
O meu filho parte tudo quando não lhe dão a vez. É birra?
É frustração sem saída — o corpo a dizer aquilo que a boca ainda não consegue. Veja também os nossos livros sobre birras e a raiva.
Leia também
ler. sentir. crescer. sonhar.
Somos a Baduga
Publicamos os livros que queremos ler aos nossos próprios filhos. Sem estereótipos e sem medo dos assuntos difíceis.
Ver todos os livrosEscola, biblioteca ou livraria? Fale connosco.