
Em poucas palavras: O Dia dos Avós é a 26 de julho, dia de São Joaquim e Santa Ana. Família 14 põe três gerações debaixo do mesmo teto; o caminho da montanha é o saber de quem conhece um lugar por o ter vivido; A casa que despertou fala da solidão na velhice; Unicórnio da Margarida tem uma avó que sabe dos unicórnios. Se vivem longe, dois exemplares iguais e leitura por videochamada.
Os avós são, muitas vezes, as primeiras pessoas fora dos pais a amar uma criança sem reservas — e sem a pressa que a vida impõe a quem tem de a levar à escola às oito. Têm a paciência que os pais não têm, e têm tempo, que é a matéria de que as histórias são feitas.
Acreditamos que os avós são os guardiões naturais das histórias, os que ligam uma geração à seguinte. Oferecer-lhes um livro é, no fundo, dar-lhes mais uma história para passar adiante.
Porque é que um livro é a prenda certa para os avós
Porque resolve o problema de fundo: os avós raramente precisam de mais objetos. Precisam é de mais motivos para estar com os netos. Um livro é uma prenda que se abre a dois e que obriga, com a maior das delicadezas, a um bocado de colo.
Porque a leitura em voz alta assenta-lhes bem. Um avô que já não corre no parque continua a ler perfeitamente sentado num sofá, e a criança não distingue as duas formas de brincar — sente as duas como atenção. Para muitas famílias, a hora do livro em casa dos avós é a única rotina que sobrevive a todas as mudanças.
E porque um livro atravessa o tempo. É a prenda que ainda vai estar na estante quando a criança for grande, e é ela quem depois se lembra de quem lho leu.
Os nossos livros para o Dia dos Avós

três gerações debaixo do mesmo teto: avós, pais e dez irmãos. Feito para ler em conjunto.
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o saber de quem conhece um lugar por o ter vivido a vida inteira.
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sobre a solidão na velhice e sobre quem a quebra com um gesto pequeno.
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é a avó que sabe dos unicórnios e do último vento do verão.
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Família 14 — três gerações na mesma árvore (3–8 anos)
Catorze ratinhos — o avô, a avó, o pai, a mãe e dez irmãos — a viver juntos numa árvore. É a família alargada como já poucas crianças a conhecem em casa e como muitas ainda a reconhecem em casa dos avós: gente a mais na cozinha, cada um com a sua tarefa, e ninguém com pressa. Ilustrações que se leem devagar, a apontar.
Para conversar depois: “Se fôssemos catorze cá em casa, quem fazia o quê?”
o caminho da montanha — quem conhece o caminho (3–8 anos)
A família sobe a montanha, e quem sabe por onde se vai é quem já lá foi muitas vezes. É a definição exata do que um avô é para um neto — alguém que já passou por ali. Perfeito para avós que levam os netos a passear e que gostam de ir explicando o que vêem.
Para conversar depois: “Que caminhos é que o avô conhece que nós ainda não fizemos?”
A casa que despertou — a solidão que se quebra (4–8 anos)
Uma casa fria e esquecida volta à vida quando alguém chega e cuida dela. É o livro mais delicado desta lista e o mais útil: fala, sem nunca o dizer, da solidão de quem já não tem a casa cheia — e do que muda com uma visita, um telefonema, uma tarde. Lê-se muito bem à mesa dos avós.
Para conversar depois: “O que é que podemos fazer esta semana para a casa da avó ficar mais alegre?”
Unicórnio da Margarida — o que a avó sabe (4–9 anos)
É a avó que sabe dos unicórnios e do último vento do verão. O livro trata o saber dos mais velhos como aquilo que é para uma criança — quase mágico — e devolve aos avós um lugar que a vida moderna lhes retirou: o de quem sabe coisas que mais ninguém sabe.
Para conversar depois: “Que coisas é que a avó sabe que ninguém mais na família sabe?”
Se os avós vivem longe
A solução que funciona é ter dois exemplares iguais, um em cada casa, e ler por videochamada: o avô lê e vira a página, a criança acompanha as imagens no livro dela. Deixa de ser uma chamada em que se pergunta “então, como foi a escola?” e passa a ser uma coisa que se faz em conjunto — que é o que as crianças pequenas aguentam.
Outra hipótese, para quem não se dá com ecrãs: gravar o avô a ler o livro inteiro, uma vez, em áudio. Fica a voz dele associada àquela história para sempre, e a criança pode ouvi-la nas noites em que ele não está. É a prenda que as famílias mais agradecem, anos depois.
Perguntas frequentes
Quando é o Dia dos Avós em Portugal?
Celebra-se a 26 de julho, dia de São Joaquim e Santa Ana, os avós de Jesus na tradição cristã.
Que livro oferecer para ler a dois?
Família 14 e o caminho da montanha funcionam lindamente nesse formato — muita imagem para apontar e um ritmo que se presta à leitura partilhada.
E se os avós vivem longe?
Dois exemplares do mesmo livro, um em cada casa, e a leitura feita por videochamada. A criança acompanha as imagens enquanto ouve a voz que conhece.
E se o avô ou a avó já não conseguem ler?
Inverte-se: é a criança que lê, ou que conta a história pelas imagens. Para quem está a aprender a ler, ter um ouvinte paciente e orgulhoso é o melhor treino que existe — e para o avô, é uma forma de continuar a participar sem que o esforço seja dele.
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