
Em poucas palavras: Uma prenda para o Dia do Pai não precisa de ser mais uma gravata. Papá é a homenagem direta, para rir e abraçar no fim; Sonhador é para os pais que ensinam a sonhar alto; É tempo de andar fala de crescer com alguém ao lado; e o caminho da montanha leva a família inteira a subir a serra. Um livro lido a dois dura o ano inteiro — a gravata dura um domingo.
O Dia do Pai celebra-se em Portugal a 19 de março, dia de São José, e a lista de prendas repete-se há décadas: a gravata, as meias, a caneca com uma frase. Nada disso é mau. Só que nada disso se volta a usar depois da semana seguinte.
Um livro tem outro destino. Fica ao alcance da mão, e reaparece todas as noites em que a criança o for buscar à estante. E o mais importante: obriga os dois a sentarem-se lado a lado durante dez minutos, que é exatamente aquilo que um pai ocupado raramente tem e sempre quis.
Porque é que um livro funciona melhor do que uma prenda comum
Porque o que se oferece não é o objeto — é o tempo com ele. A criança que escolhe o livro para oferecer ao pai está, na prática, a marcar um encontro: alguém vai ter de o ler em voz alta. E é essa cena, e não o embrulho, que fica na memória de ambos.
Porque dá palavras ao que é difícil dizer. Há pais que não são de conversas sobre sentimentos, e não há mal nenhum nisso. Um álbum ilustrado resolve o problema por eles: o livro diz o que é preciso dizer, o pai só tem de ler, e a criança percebe tudo. É uma declaração de afeto sem ter de a improvisar.
E porque a leitura em voz alta pelo pai muda o hábito de casa. Em muitas famílias a hora da história é território materno; quando é o pai a ler, a criança aprende que ler não é coisa de uns e não de outros. Esse detalhe pequeno pesa mais do que parece na relação que ela vai ter com os livros.
A nossa seleção para o Dia do Pai

a homenagem da Baduga aos pais: ternura sem piegas, para rir e abraçar no fim. É o nosso mais oferecido nesta data.
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sobre crescer e ganhar o mundo com alguém ao lado a apoiar cada passo.
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uma aventura em família da série Família 14, perfeita para pais que gostam de caminhadas.
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Papá — a homenagem (3–8 anos)
É o livro que se oferece quando se quer dizer obrigado sem fazer um discurso. Percorre o pai do dia-a-dia — o que atira ao ar, o que perde a paciência, o que volta sempre — com humor e sem o transformar num herói de cartaz. Acaba com um abraço, e é raro chegar ao fim sem que alguém queira dar um.
Para conversar depois: “E o nosso pai, o que é que faz que mais nenhum pai faz?”
Sonhador — sonhar alto (3–10 anos)
O Aron é um sonhador e descobre, ao longo do livro, que sonhar vale tanto como pensar ou fazer. Oferece-se a um pai porque é isso que um pai faz sem dar por ela: mostra à criança que o mundo é maior do que a rua onde mora. Lê-se bem à noite, com a luz já baixa, e deixa os dois de olhos abertos a imaginar.
Para conversar depois: “Qual é o sonho grande que ainda queres realizar? E o meu, qual achas que é?”
É tempo de andar — crescer com alguém ao lado (4–9 anos)
Uma história sobre o momento em que se ganha autonomia — dar os primeiros passos sozinho sabendo que há alguém atrás, atento, pronto a segurar. É o retrato exato do trabalho de um pai: preparar a criança para não precisar dele, e ficar por perto enquanto isso não acontece. Emociona os adultos mais do que os miúdos.
Para conversar depois: “O que é que já consegues fazer sozinho, que antes precisavas de ajuda?”
o caminho da montanha — a aventura em família (3–8 anos)
Os catorze ratinhos da Família 14 partem numa caminhada até ao topo da montanha, com tudo o que isso implica: cansaço, entreajuda e a recompensa da vista lá de cima. Para pais que levam os filhos a andar a pé, é o livro que dá sentido ao passeio de domingo — e que faz a criança querer repetir.
Para conversar depois: “Que caminho vamos fazer nós no próximo sábado?”
Como transformar o livro num ritual
Ofereça-se o livro com uma dedicatória na primeira página — uma linha e a data chegam — e combine-se uma “hora do pai”: dez minutos por noite, só os dois, sem ecrãs à volta. Não precisa de ser todas as noites; três por semana, sempre às mesmas, funcionam melhor do que sete irregulares.
Ao fim de um mês, a prenda deixou de ser uma prenda e passou a ser um hábito da casa. É por isso que um livro oferecido em março ainda está a dar frutos em novembro, e é essa a diferença entre uma prenda que se vê e uma que se vive.
Perguntas frequentes
Quando é o Dia do Pai em Portugal?
A 19 de março, dia de São José. É diferente do Brasil, que celebra no segundo domingo de agosto, e de vários países anglo-saxónicos, que marcam a data em junho — convém confirmar se a encomenda for para fora.
Qual é o melhor livro para oferecer ao pai de um bebé?
Papá, sem hesitar: é a homenagem mais direta e lê-se bem em voz alta mesmo a quem ainda não percebe as palavras todas. Se a ideia for uma prenda que o bebé também manuseie, vale a pena olhar para os livros para bebés dos 0 aos 3 anos.
E se o pai não gostar de ler?
Um álbum ilustrado lê-se em cinco minutos e tem imagens que fazem metade do trabalho — não é o mesmo que oferecer um romance. Muitos pais que dizem não gostar de ler descobrem que gostam de ler em voz alta a alguém, que é uma coisa completamente diferente.
Posso oferecer o mesmo livro aos dois pais?
Pode e faz sentido. É tempo de andar e o caminho da montanha não são livros sobre a figura do pai, são sobre crescer e sobre andar em família — servem a qualquer configuração de casa, e é isso que os torna bons de oferecer.
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ler. sentir. crescer. sonhar.
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