Fundadora da editora Baduga escreveu para o portal SAPO Lifestyle

Uma mulher de vestido escuro com uma rosa na mão
Ilustração de Quentin Gréban, do álbum Mamã.

Anastasia Korneva
Fundadora da editora Baduga Books

“Para as crianças é melhor pensar do que não pensar e saber do que não saber”

De nacionalidade russa, Anastasia Korneva, não esconde a sua afeição pela literatura para a infância e língua portuguesa. Anastasia que na rede social Instagram gere a página @russa.sobre.livros

russa sobre livros     créditos: Russa Sobre Livros

Ao SAPO Lifestyle, a também fundadora da editora independente Baduga Books, sublinha que “muitas vezes, tópicos complexos são tabus na literatura infantil. Podemos não falar sobre a Guerra, a Morte, o Racismo e a Discriminação? Sim, mas não devemos”, defende Anastasia que acrescenta: “falar sobre ‘temas difíceis’ na literatura infantil moderna parece-me um fenómeno inevitável. A literatura para a infância tem nas últimas décadas desenvolvido um espírito que se resume numa fórmula simples: Para as crianças é melhor pensar do que não pensar e saber do que não saber. Se existe um tema difícil, é importante falar sobre isso”.

Ainda sobre o papel do livro no universo dos mais jovens, reflete Anastasia: “pelo seu carácter democrático e vivência coletiva, o livro torna-se o meio universal para abordar temas ‘complicados’. O bom livro não impõe nada, ele simplesmente está lá, em silêncio, dando ao leitor a oportunidade de refletir. Ou seja, a escolha em última instância permanece com o leitor, mas o que se lê pode facilmente servir como um auxílio para essa escolha”.

Grande leitora, Anastácia deixa-nos uma seleção de livros “arrumados” em diferentes temas, como a Morte (“se não aprendemos sobre a morte como então podemos aprender a valorizar a vida”), a Guerra (“é responsabilidade nossa mostrar aos nossos filhos a realidade cruel das guerras do passado e presente para nunca, nunca mais, acontecerem”), a Diversidade e Inclusão (“para sensibilizar as crianças de que apesar de todas as diferenças que podemos ter, na aparência, condições físicas, nacionalidade, entre outras, somos todos iguais”.

Link:

https://lifestyle.sapo.pt/vida-e-carreira/noticias-vida-e-carreira/artigos/era-uma-vez-a-morte-a-guerra-e-o-bullying-na-literatura-para-os-mais-pequenos

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