
Em poucas palavras: A coragem não é não ter medo — é dar o passo apesar dele. Lea e o Elefante mostra que a amizade nos torna corajosos; A casa que despertou, que é preciso coragem para voltar a ter esperança; e Estrela, que arriscar brilhar à nossa maneira também é um ato de coragem. Livros para dizer a uma criança que ter medo é normal, e que ela é maior do que ele.
Todas as crianças têm medos — do escuro, do que é novo, do que possa estar debaixo da cama, de não serem suficientes. E ainda bem. O medo faz parte de crescer: é o sinal de que a criança está a medir-se com o mundo. O que importa não é apagá-lo, mas ensinar que se pode caminhar com ele ao lado.
Na Baduga gostamos de histórias que olham o medo de frente, com ternura. Reunimos três dos nossos sobre a coragem — essa força tranquila que se aprende devagar.
Como ajudar uma criança a lidar com o medo
O pior que se pode fazer a um medo é ridicularizá-lo ou negá-lo. “Não sejas medroso”, “isso não é nada” — o medo não desaparece por ordem; dissolve-se quando é reconhecido. Dar-lhe nome (“estás com medo do escuro, não estás?”), acompanhar sem envergonhar, e mostrar, através das histórias, que outras personagens sentiram o mesmo e atravessaram na mesma.
É aqui que os livros são poderosos: criam distância. A criança olha para o medo instalado noutra personagem, em segurança, e ensaia a coragem sem correr risco nenhum. Uma história lida hoje é confiança guardada para a próxima noite escura.
Os nossos livros sobre a coragem

Com um amigo ao lado encontra-se coragem para arriscar. Só a amizade verdadeira nos faz voar.
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Às vezes o gesto mais corajoso é acreditar que as coisas ainda podem melhorar.
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A coragem de mostrar a própria luz, mesmo com medo de não ser suficiente.
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Lea e o Elefante — a coragem que a amizade dá (3–7 anos)
A Lea vive rodeada de coisas e aborrecida no meio delas, até uma amizade improvável mudar tudo. Uma história poética, desenhada por Kim Sena, sobre a coragem que só aparece quando alguém está ao nosso lado — porque é a amizade verdadeira, e não os objetos, que nos põe a voar.
Para conversar depois: “Há alguma coisa que te mete medo, mas que fica mais fácil quando estamos juntos?”
A casa que despertou — a coragem de ter esperança (3–7 anos)
O Larson vive fechado na sua solidão, até um gesto pequenino o convidar a abrir outra vez as janelas. Às vezes o ato mais corajoso não é enfrentar um monstro: é acreditar que as coisas podem melhorar, e dar o primeiro passo nesse sentido.
Para conversar depois: “É preciso coragem para tentar de novo. Já foste corajoso assim?”
Estrela — a coragem de brilhar à sua maneira (3–10 anos)
Uma menina duvida que consiga brilhar como a irmã mais velha. Arriscar mostrar a própria luz, mesmo com medo de não ser suficiente, é uma das formas mais bonitas de coragem — e Briony May Smith pinta-a num céu que dá vontade de ficar a olhar.
Para conversar depois: “Qual é a tua luz? Ter coragem é deixá-la aparecer.”
Quatro formas de dar coragem a uma criança
- Não negue o medo. Reconhecê-lo é o primeiro passo para o atravessar.
- Dê-lhe nome e fique por perto. “Estou aqui contigo” vale muito mais do que “não tenhas medo”.
- Divida o passo em passos pequenos. A coragem constrói-se por partes, não de uma vez.
- Leia histórias de quem teve medo e foi na mesma. É o ensaio mais barato que existe.
Perguntas frequentes
É normal uma criança de 4 anos ter medos novos?
É esperado. Entre os 3 e os 6 anos a imaginação cresce mais depressa do que a capacidade de a controlar — daí os monstros. Costuma passar sozinho, com companhia.
Devo obrigar a criança a enfrentar o que lhe mete medo?
A empurrar, não. A acompanhar, sim: um passo de cada vez e com a mão dada, que é como a confiança se constrói.
Ter medo do escuro tem a ver com falta de coragem?
Nada. O escuro tira as referências, e o cérebro preenche o vazio com o que imagina. Veja os nossos livros sobre o medo do escuro.
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ler. sentir. crescer. sonhar.
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